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Alcance os resultados desejados aplicando a Gestão Pelas Diretrizes

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Alcance os resultados desejados aplicando a Gestão Pelas Diretrizes

O que é a Gestão Pelas Diretrizes?

Gestão Pelas Diretrizes (GPD), ou planejamento Hoshin Kanri, é um sistema de gestão que desdobra diretrizes em metas alcançáveis a todos os colaboradores. Este método se destaca pela finalidade de garantir qualidade máxima em toda a organização a partir da envoltura de toda a empresa ao passar pelas áreas estratégica, tática e operacional (âmbito mais próximo dos processos produtivos).

Segundo Vicente Falconi Campos, o GPD é um subsistema da Gestão pela Qualidade Total. Assim, o GPD é amplo e versátil o suficiente para ser implementado em conjunto com outros métodos como o Kaizen, Gestão à vista, Dashboards, 5W2H e  filosofia lean entre outros conceitos, mas tem uma relação mais estreita com o ciclo PDCA (planejar, fazer, checar e agir). Além disso, é importante ressaltar que o método Hoshin Kanri pode ser utilizado como uma alternativa ao BSC.

Leia nossos artigos e saiba mais sobre Kaizen, 5W2H, Lean e BSC!

Gerenciamento funcional e interfuncional

O gerenciamento Interfuncional está mais relacionado com metas e diretrizes da alta direção, uma vez que visa o futuro da empresa. Já o gerenciamento funcional se relaciona com a rotina diária e com a área operacional estabelecendo, mantendo e melhorando padrões de acordo com as metas e diretrizes da média gerência e chefes dos âmbitos operacionais, os quais interferem diretamente na produção. É dessa forma que o GPD auxilia, conectando os anseios da corporação com sua realidade prática.

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Como colocar a GPD em prática?

Existem vários modelos de implementação, são eles os modelos de Akao, Wood e Munshi e Campos, voltados para o Controle de Qualidade Total, e os de Dennis e Jackson, voltados para o contexto de produção enxuta (combinado com o conceito de Lean). Resumidamente, para aplicar o método é necessário:

  • Estabelecer diretrizes;
  • Estabelecer metas, objetivos claros, prioridades estratégicas e táticas;
  • Definir A3 estratégicas;
  • Usar o top-down e bottom-up (passar por toda a hierarquia/organograma existente na empresa);
  • Gerenciar os planos na rotina do nível operacional;
  • Projetos de melhoria radical e melhoria contínua.

No modelo de Jackson, a organização é dividida em quatro equipes: os responsáveis pelo setor operacional, os supervisores (equipe de ação), a gestão média (equipe tática) e gestores da cadeia de valor (Hoshin). Com essa divisão, os colaboradores desenvolverão ações a serem executadas de acordo com o ciclo SPDCA (Jackson adiciona a fase “Scan”, que seria uma preparação ou análise da situação em questão).

Nesse modelo, é proposto sete iniciativas para se colocar em prática:

  • Estratégia de longo prazo (conheça o planejamento estratégico clicando aqui!);
  • Estratégia de médio prazo;
  • Hoshin anual (plano de 6-12 meses);
  • Táticas;
  • Operações;
  • Kaikaku (necessidade de mudanças);
  • Melhoria contínua (5S, Kaizen, DfSS, Relatório A3, DMAIC, Gemba Walks, Kanban, 5 porquês e Mapeamento do fluxo de Valor (VSM)).

Quais os diferenciais principais do GPD?

  • Relação com a estratégia corporativa: Ao conectar a alta administração com as operações da empresa, as estratégias podem ser contempladas mais efetivamente.
  • Catchball: É uma técnica para a criação e manutenção de feedbacks em todos os níveis de hierarquia estabelecendo um mais amplo compartilhamento de informações. Desse modo, é possível que toda a empresa esteja alinhada com os anseios por conquista mais específicas e trabalhando com o mesmo “norte”.
  • Relação entre GPD e TQM: O método Hoshin teve sua origem relacionada ao controle de qualidade, mas foi fortemente implementado seguindo práticas de produção enxuta/lean. Clique aqui e saiba mais sobre controle de qualidade!
  • Relação com o lean manufacturing- O GPD permite que as estratégias sejam desdobradas para alcançar a área operacional e ser colocadas em prática a fim de obter resultados desejados.

Mas, como a produtividade pode melhorar com o GPD?

O Gerenciamento Pelas Diretrizes é extremamente adaptável e direciona toda a empresa para o mesmo “norte”. Ademais, pode ajudar a colocar em prática as ideias mais estratégicas enquanto as aproxima dos indivíduos que lidam diretamente com as operações.

A produtividade pode ser melhorada expressivamente pela conexão entre os intuitos dos diversos segmentos da empresa, os quais se encontrarão de maneira organizada e objetiva. Dessa forma, o âmbito operacional poderá atender expectativas sobre as metas traçadas, o tempo de resposta de novas  ações implantadas pode reduzir e os trabalhadores encontrarão um propósito maior em seus serviços.

Um exemplo bem sucedido da aplicação do GPD é a Toyota, que utiliza o método Hoshin Kanri para orientar o que melhorar enquanto usam o Lean IT. Portanto, é válido considerar a implementação da Gestão Pelas Diretrizes para nortear toda a equipe colaboradora, além de incentivar a obtenção de resultados naturalmente.

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