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O padrão Seis Sigma de qualidade e sua importância no controle de processos

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Você verá neste artigo:

O padrão Seis Sigma de qualidade e sua importância no controle estatístico de processos

Originalmente desenvolvido pela Motorola na década de 1980, Seis Sigma é um conjunto de práticas (por vezes, também considerado como uma filosofia ou mindset) que visa aperfeiçoar processos ao eliminar a maior quantidade de defeitos possível, buscando atingir a excelência operacional, onde não haja erros ou retrabalhos.

O Seis Sigma é amplamente utilizado por engenheiros de produção em empresas de médio e grande porte, principalmente naquelas que possuem processos produtivos padronizados, como na fabricação de carros, bens de consumo, produtos de limpeza, eletrodomésticos e muitos outros!

Para melhor entendimento de como funciona a metodologia em questão, é necessário primeiramente esclarecer como ela funciona. Para isso, serão explicados alguns conceitos sobre Seis Sigma e exemplos práticos a seguir. Boa leitura!

  1. OS NÍVEIS SIGMA DE QUALIDADE

Inicialmente, tem-se que sigma é uma letra do alfabeto grego (σ) amplamente utilizada na estatística para representar o desvio padrão de uma amostra de dados retirada de uma população.

Assim, foi estipulado um padrão de qualidade com seis diferentes níveis, os quais classificam um processo baseando-se na quantidade de defeitos por milhão de oportunidades (DPMO – guarde essa sigla!) que o mesmo apresenta. Mas como assim “milhão de oportunidades”? É simples!

Vamos criar um exemplo fácil de entender: suponhamos que um processo tenha apenas duas etapas: apertar um parafuso e encaixar um suporte. Logo, a cada vez que o processo é executado, há duas oportunidades para erro. Portanto, para haver 1 milhão de oportunidades, ele deve ser repetido 500 mil vezes!

Eis então os níveis sigma de qualidade para um processo:

É possível perceber que quanto maior o nível sigma, maior é a qualidade de um processo (menos erros ele apresenta), e também que atingir a marca de apenas 3,4 DPMO é praticamente uma utopia. Seria como executar um tipo de “processo perfeito”, o que dificilmente acontece, mas não deixa de ser uma referência a ser seguida pelas empresas em seu controle de qualidade!

  1. COMO DETERMINAR O NÍVEL SIGMA DE UM PROCESSO

Não é necessário registrar a quantidade de DPMO que um processo apresenta para determinar seu nível Sigma. Para isso, basta coletar uma amostra que seja representativa do processo e trabalhar estatisticamente em cima da mesma, que, geralmente, costuma ter um tamanho de 30 dados. Entretanto, caso seja possível coletar uma amostra maior, é mais recomendável – afinal, melhor prevenir do que remediar, não é mesmo?

As análises costumam ser feitas no Minitab, um software com muitos recursos estatísticos, que permite realizar análises precisas e tirar conclusões assertivas para a tomada de decisão! Vamos a um exemplo de determinação do nível Sigma de um processo.

Suponhamos que uma empresa fabrica chapas de metal e as fornece para um cliente com a premissa de terem entre 82 e 88mm de largura. A empresa estava recebendo reclamações de seu produto e então decidiu realizar uma análise de capacidade no processo de corte de chapas, com uma amostra de 90 unidades. Esse foi o resultado encontrado:

Para sabermos qual é o nível Sigma do processo em questão, basta somarmos 1,5 ao valor de Z.Bench – que é a quantidade de desvios padrões da média até os defeitos, caso estivessem aglomerados na cauda direita da curva normal (mas isso é assunto para outro artigo!) – localizado na parte superior direita, obtendo um nível Sigma de 2,63 para o processo.

Na parte inferior esquerda do gráfico, realizando o cruzamento da linha “PPM Total” com a coluna “Global Esperado”, descobre-se que o processo apresentaria 130.288,03 DPMO. E seguindo a tabela anteriormente apresentada (de níveis Sigma), essa quantidade se encaixa entre os níveis 2 e 3, o que condiz com o nível Sigma calculado (2,63).

  1. AUMENTANDO O NÍVEL SIGMA DE UM PROCESSO

Agora que já conhecemos a definição de Seis Sigma e aprendemos como determinar o nível Sigma de um processo, é preciso saber o que fazer para obter melhores resultados! E para tal, a seguir está uma das várias ferramentas que pode nos auxiliar (também encontrada no Minitab):

  • Carta Multi-Vari

Essa é uma ferramenta que representa graficamente as relações entre diferentes fatores que podem influenciar no valor de uma variável de saída (calma, não é tão difícil!).

Para simplificar a explicação, nada melhor que um exemplo prático! Na mesma situação da empresa que fabrica chapas de metal, suponha que elas sejam cortadas por 3 operadores diferentes e em 2 máquinas diferentes (uma antiga e uma nova). Vamos então realizar uma carta multi-vari em nossa amostra de largura de chapas, sendo necessário saber qual operador usou qual máquina em cada uma das amostras coletadas.

Temos, então a nossa carta multi-vari! Ela nos fornece informações preciosas sobre como o resultado final (a largura das chapas) está sendo influenciado pelos fatores “máquina” e “operador”.

Resumidamente, podemos perceber que as chapas que foram cortadas pelo operador Roberto, na máquina antiga, tiveram média muito próxima de 85mm e isso é ótimo! Já as chapas cortadas pelo Elton, na máquina antiga, tiveram média excepcionalmente alta, superando a largura máxima que uma chapa deve ter (88mm) para ser vendida ao cliente.

Logo, já sabemos onde investigar para descobrir o que há de errado e poder diminuir essa média, produzindo menos chapas defeituosas e, consequentemente, aumentando o nível Sigma do processo!

Existem muitas outras maneiras e recursos para atuar na resolução de problemas com o Seis sigma! Se interessou pelo assunto? Caso queira aprender mais sobre Seis Sigma, clique aqui.

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